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OBJETIVOS E METAS DE VENDAS


objetivo e metas de vendas

Quem não sabe para onde vai, não vai a lugar nenhum 

Desde que nascem, as pessoas crescem e se desenvolvem sob o estigma da obrigação de “ser alguém na vida”.

Raríssimas aquelas que não são indagadas constantemente sobre o que imaginam para o seu próprio futuro. Na infância, na adolescência, na maturidade e na fase adulta, a evolução das pessoas é acompanhada sempre de cobranças sobre os próximos passos.

O que você vai ser quando crescer?
  Pergunta-se aos meninos e meninas.

Qual escola superior ou técnica você pretende cursar?
   Indaga-se aos jovens adolescentes.

Em que carreira, empresa ou negócio você gostaria de atuar?
   Questiona-se dos recém-formados ou em período de maturidade vocacional.

Até onde você quer chegar com sua empresa, negócio ou carreira?
   Cobra-se do adulto que está à frente de qualquer atividade profissional.

É inerente da natureza humana a busca contínua por melhores condições de vida, com mais segurança, mais conforto e, consequentemente, mais recursos.

Entretanto, mesmo que todas as pessoas tenham oportunidades idênticas de desenvolvimento, observa-se que nem todas atingem seu ideal. A maioria dos vendedores têm em comum a objetividade e a persistência como regras básicas em suas vidas pregressas e o norte como futuro.

As empresas não são tão diferentes, pois são constituídas por pessoas físicas. A sua atividade principal é definida a partir de um objetivo fixado em contrato social, ou seja, as empresas nascem para um objetivo, ou meta, estabelecida previamente por seu proprietário ou sócios.

Tanto as pessoas, quando nascem, como as empresas, quando são criadas, são orientadas a perseguir continuamente metas e objetivos, caso queiram crescer e se tornar “alguém na vida”.

Metas e objetivos são o resultado de um pensamento estratégico de ontem, que administra o futuro a partir de um passado.

Uma empresa, quando estabelece e comunica suas metas e objetivos, indiretamente, define também as metas e objetivos das pessoas que nela trabalham, pois somente vislumbrando perspectivas de crescimento da organização é que as pessoas motivam-se e comprometem-se em crescer profissionalmente e vice-versa. É uma via de duas mãos. As metas e os objetivos individuais, no somatório de todos os funcionários, delineiam as metas e os objetivos globais da empresa.

As concessionárias e as revendas multimarcas de veículos, de uma maneira geral, costumavam estabelecer como objetivo a comercialização de mais e mais unidades, visando aumentar somente o volume de vendas de unidades, na base do “custe o que custar”. Ainda hoje, muitas empresas estabelecem para suas equipes de vendas, objetivos que contemplam somente o número de unidades a serem vendidas. Mesmo sendo uma meta única e aparentemente fácil de atingir, as equipes não conseguem obter êxito, porque não sabem como planejar, dimensionar e instituir outras metas a curto, médio e longo prazo.

Trabalha apenas com perspectivas imediatas de resultados, que atendam às pendências do passivo acumulado e que desovem o estoque, muitas vezes, com maior prejuízo.

Há empresas que desconhecem completamente suas potencialidades, suas capacidades e, também, suas limitações, porque estão tão envolvidas com o cotidiano que não conseguem enxergar um palmo adiante do nariz, quanto mais, o dia de amanhã.

De vez em quando, é fundamental fazer uma pausa para refletir sobre o futuro e repensar o passado, para projetar novas metas e objetivos. É preciso uma cobrança eventual do tipo: Onde você quer chegar com sua empresa, seu negócio ou carreira?

Sua empresa tem um Diretório de Compromissos? ou seja, um mix de metas e objetivos?

 

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Vendedor de veículos. Uma profissão que não existe.

A profissão de vendedor de veículos não é reconhecida, portanto, não é regulamentada oficialmente e, consequentemente, não existe.

O registro na carteira de trabalho, quando é registrado, é de vendedor em comércio varejista. Especificamente, a profissão de vendedor de veículos não consta na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego.

Não desmerecendo a importância de outras ocupações, na CBO consta, por exemplo, as profissões de lavador de veículos, vendedor de consórcio, avaliador de automóveis, além das funções de supervisor de vendas, gerente de vendas e gerente geral de vendas entre várias outras profissões específicas do setor automotivo, mas nada alusivo a de vendedor de automóveis, de comerciais leves, de caminhões, de ônibus, de tratores ou de motocicletas.

Portanto, a ocupação ou a profissão de vendedor de veículos ainda não existe oficialmente, ou talvez, os próprios vendedores façam questão de não existir. Quem sabe, também, os empresários não tenham interesse em profissionalizar e capacitar o pessoal de vendas.

Será? Será que uma categoria profissional deste quilate não queira ser reconhecida e regulamentada? Será que não desejam ser unidos? Não tenham nada a reivindicar? Será que não há nenhuma posição a defender que os beneficiem ou ao menos que não os prejudiquem?

A ideia de formar uma categoria reconhecida e regulamentada, não é para tratar apenas de reivindicações salariais ou trabalhistas e, sim, ter voz ativa, fazer parte de eventos importantes e poder opinar sobre ações e decisões que hoje são tomadas a revelia e que afetam todo um setor de grande influência socioeconômica.

É fundamental que todos os vendedores de veículos se mobilizem e queriam ter sua profissão reconhecida, regulamentada, forte, respeitável e digna.

CORRETOR DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

Mais do que um corretor de imóveis ou corretor de seguros (profissões reconhecidas, regulamentadas e regidas por conselhos regionais), o vendedor de veículos é, e deveria ser reconhecido e regulamentado como verdadeiro e autêntico corretor, ou seja, Corretor de Veículos Automotores, pois o exercício desta profissão exige um profundo conhecimento de várias atividades que afetam e influenciam na qualidade de vida e em aspectos fundamentais da cidadania das pessoas.

Além do conhecimento técnico básico sobre o funcionamento de veículos automotores, seja motocicleta, automóvel, comercial leve, caminhão, ônibus ou trator, é essencial conhecer o mercado, legislação, tributos, documentação, financiamento, direitos e deveres dos consumidores, princípios éticos, técnicas de vendas e negociações, cidadania, mobilidade consciente, entre tantos outros assuntos.

Os grandes beneficiados, além dos próprios vendedores e seus empregadores, serão os consumidores, que terão absoluta confiança de estarem adquirindo bens de alto valor que serão integrados como parte de seu patrimônio, tendo como intermediários pessoas competentes, qualificadas e plenamente aptas a atender, ensinar, explicar, orientar e vender qualquer veículo automotor, seja novo ou usado, sempre o mais adequado as condições e necessidades de cada um dos compradores.

O vendedor de veículos, mais do que apenas vender veículos, está se tornando um agente de mudanças socioeconômica, com enorme potencialidade para assumir compromissos de cunho social, engajados nas suas atividades cotidianas e de grande valor agregado ao seu currículo profissional.

Um dos maiores indícios que esta tendência é real e irreversível, é entender algumas medidas que já foram adotadas por força da lei, para que os vendedores de veículos sejam mais qualificados e mais comprometidos como, por exemplo, as resoluções 3954/11 e 3959/11 do Banco Central, que a partir de 24/02/2014, passará exigir que toda pessoa que de alguma forma explique, oriente ou realize qualquer procedimento de financiamento, principalmente de veículos, deverá ser oficialmente credenciada pelo Banco Central, como correspondente financeiro.

Para tornar-se correspondente financeiro é necessário inscrever-se para um exame de conhecimentos (prova escrita presencial), realizado por entidades credenciadas pelo Banco Central, podendo optar por estudar em cursos preparatórios, que contemplam vários temas, que vão desde matemática financeira até explicações sobre processo de lavagem de dinheiro, além de conhecimentos óbvios sobre o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, entre outros temas.

O objetivo maior é disseminar o conceito de crédito consciente, contribuindo substancialmente, para a redução do nível de inadimplência, através de informações e orientações pontuais.

Esta exigência é um fato definitivo, que já está em andamento e promoverá em breve uma transformação muito grande nas atitudes e habilidades dos vendedores de veículos e na própria atividade de vendas.

Valeria a pena repensar os rumos de uma categoria tão importante e representativa para a economia brasileira, lembrando que, além de vender um bem que agrega valor patrimonial, o vendedor de veículos pode ser capacitado para tornar-se um excepcional agente multiplicador da mobilidade consciente, vendendo veículos e, simultaneamente, transmitindo conceitos de cidadania e segurança.

A inspiração para o reconhecimento da categoria poderia vir das vendas de seguros e imóveis, cuja atividade é fundamentada na imagem do Corretor, monitorada, fiscalizada e regulamentada por Conselhos Regionais.

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