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EMPRESA SE FAZ COM GENTE… QUALIFICADA

A mais comum das discussões em qualquer evento empresarial, congresso setorial ou numa roda de bar, é a seguinte: “Emprego, tem. Vagas em aberto, também. Oportunidade de trabalho, idem. O que falta é gente, principalmente, qualificada”.

Apenas preencher vagas ou simplesmente dar empregos, todo empresário sabe que pode ser muito mais caro do que deixar do jeito que está. É preferível até fechar um posto de trabalho do que ter um trabalhador mau posto.

Este é um problema que não afeta somente o segmento de revendas de veículos usados, é um problema crônico que afeta todos os setores econômicos do Brasil, seja público ou privado.

Mais exigências a cada dia.

No setor automotivo em geral, inclusive nas concessionárias e, principalmente, no negócio de veículos usados, a situação é crítica e com tendências a piorar.

Cada dia aumenta o nível de exigências em competência e de especialização em áreas do conhecimento e, por consequência, a necessidade de gente mais qualificada e comprometida com os objetivos da empresa.

Entre as várias mudanças ocorridas nestes últimos anos, não somente atitudinais, mas, também, socioeconômicas e legais, o destaque  é para o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, que deu aos clientes plenos poderes para exigir o que imaginam que podem exigir, fazendo com que o vendedor de veículos, obrigatoriamente, venha a tornar-se um expert em direitos e deveres, quase um advogado. Outro exemplo mais recente é que não basta ser um simples vendedor de veículos, é preciso ser também correspondente bancário e entender tudo sobre o mundo financeiro, além do intrincado universo automobilístico.

Vendedores de veículos: Espécie em extinção.

Com tudo isso acontecendo, faltando desde motoristas profissionais até engenheiros, importando médicos, reprovando bacharéis em direito e exigindo certificação dos vendedores, fica a sensação que em breve vai faltar gente, pois todo CPF vai virar CNPJ e que apenas os bons profissionais vão entrar para a lista do IBAMA: espécie em extinção.

O ideal é promover a preservação e iniciar a criação em cativeiro, ou melhor, (desculpem-me a paródia) é cada empresa repensar sobre sua estrutura organizacional, estabelecer uma estratégia para manter os funcionários, desde que se proponham a evoluir, absorver e reciclar conceitos e obter qualificação. Também é preciso pensar em buscar gente nova, treinar e formar novos talentos, dar oportunidade para desenvolver funcionários com visão empreendedora, os quais à sua semelhança, possam se adaptar aos novos tempos e expandir os negócios de sua empresa.

Como qualificar, onde buscar o conteúdo, qual a metodologia, quais cursos, qual investimento, quem cuida do plano de carreira profissional? Estes são alguns dos motivos que deram origem a Universidade Automotiva – UniAuto: Qualificar gente para fazer… empresas.

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Vendedor de veículos. Uma profissão que não existe.

A profissão de vendedor de veículos não é reconhecida, portanto, não é regulamentada oficialmente e, consequentemente, não existe.

O registro na carteira de trabalho, quando é registrado, é de vendedor em comércio varejista. Especificamente, a profissão de vendedor de veículos não consta na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego.

Não desmerecendo a importância de outras ocupações, na CBO consta, por exemplo, as profissões de lavador de veículos, vendedor de consórcio, avaliador de automóveis, além das funções de supervisor de vendas, gerente de vendas e gerente geral de vendas entre várias outras profissões específicas do setor automotivo, mas nada alusivo a de vendedor de automóveis, de comerciais leves, de caminhões, de ônibus, de tratores ou de motocicletas.

Portanto, a ocupação ou a profissão de vendedor de veículos ainda não existe oficialmente, ou talvez, os próprios vendedores façam questão de não existir. Quem sabe, também, os empresários não tenham interesse em profissionalizar e capacitar o pessoal de vendas.

Será? Será que uma categoria profissional deste quilate não queira ser reconhecida e regulamentada? Será que não desejam ser unidos? Não tenham nada a reivindicar? Será que não há nenhuma posição a defender que os beneficiem ou ao menos que não os prejudiquem?

A ideia de formar uma categoria reconhecida e regulamentada, não é para tratar apenas de reivindicações salariais ou trabalhistas e, sim, ter voz ativa, fazer parte de eventos importantes e poder opinar sobre ações e decisões que hoje são tomadas a revelia e que afetam todo um setor de grande influência socioeconômica.

É fundamental que todos os vendedores de veículos se mobilizem e queriam ter sua profissão reconhecida, regulamentada, forte, respeitável e digna.

CORRETOR DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

Mais do que um corretor de imóveis ou corretor de seguros (profissões reconhecidas, regulamentadas e regidas por conselhos regionais), o vendedor de veículos é, e deveria ser reconhecido e regulamentado como verdadeiro e autêntico corretor, ou seja, Corretor de Veículos Automotores, pois o exercício desta profissão exige um profundo conhecimento de várias atividades que afetam e influenciam na qualidade de vida e em aspectos fundamentais da cidadania das pessoas.

Além do conhecimento técnico básico sobre o funcionamento de veículos automotores, seja motocicleta, automóvel, comercial leve, caminhão, ônibus ou trator, é essencial conhecer o mercado, legislação, tributos, documentação, financiamento, direitos e deveres dos consumidores, princípios éticos, técnicas de vendas e negociações, cidadania, mobilidade consciente, entre tantos outros assuntos.

Os grandes beneficiados, além dos próprios vendedores e seus empregadores, serão os consumidores, que terão absoluta confiança de estarem adquirindo bens de alto valor que serão integrados como parte de seu patrimônio, tendo como intermediários pessoas competentes, qualificadas e plenamente aptas a atender, ensinar, explicar, orientar e vender qualquer veículo automotor, seja novo ou usado, sempre o mais adequado as condições e necessidades de cada um dos compradores.

O vendedor de veículos, mais do que apenas vender veículos, está se tornando um agente de mudanças socioeconômica, com enorme potencialidade para assumir compromissos de cunho social, engajados nas suas atividades cotidianas e de grande valor agregado ao seu currículo profissional.

Um dos maiores indícios que esta tendência é real e irreversível, é entender algumas medidas que já foram adotadas por força da lei, para que os vendedores de veículos sejam mais qualificados e mais comprometidos como, por exemplo, as resoluções 3954/11 e 3959/11 do Banco Central, que a partir de 24/02/2014, passará exigir que toda pessoa que de alguma forma explique, oriente ou realize qualquer procedimento de financiamento, principalmente de veículos, deverá ser oficialmente credenciada pelo Banco Central, como correspondente financeiro.

Para tornar-se correspondente financeiro é necessário inscrever-se para um exame de conhecimentos (prova escrita presencial), realizado por entidades credenciadas pelo Banco Central, podendo optar por estudar em cursos preparatórios, que contemplam vários temas, que vão desde matemática financeira até explicações sobre processo de lavagem de dinheiro, além de conhecimentos óbvios sobre o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, entre outros temas.

O objetivo maior é disseminar o conceito de crédito consciente, contribuindo substancialmente, para a redução do nível de inadimplência, através de informações e orientações pontuais.

Esta exigência é um fato definitivo, que já está em andamento e promoverá em breve uma transformação muito grande nas atitudes e habilidades dos vendedores de veículos e na própria atividade de vendas.

Valeria a pena repensar os rumos de uma categoria tão importante e representativa para a economia brasileira, lembrando que, além de vender um bem que agrega valor patrimonial, o vendedor de veículos pode ser capacitado para tornar-se um excepcional agente multiplicador da mobilidade consciente, vendendo veículos e, simultaneamente, transmitindo conceitos de cidadania e segurança.

A inspiração para o reconhecimento da categoria poderia vir das vendas de seguros e imóveis, cuja atividade é fundamentada na imagem do Corretor, monitorada, fiscalizada e regulamentada por Conselhos Regionais.

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