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SEMINOVOS e USADOS – Multiplicador de negócios do mercado de veículos

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Para cada sapato velho existe um pé cansado.

Esse ditado popular é bastante ilustrativo para o tema que será tratado nesta matéria.

Os automóveis usados, independentemente do ano de fabricação ou estado de conservação, sempre encontram um novo dono. Mais dia, menos dia, ele é passado para frente, bastando encontrar a pessoa certa mas, pelo preço, nem sempre certo.

O veículo usado é mais do que uma alavanca de vendas dos veículos novos. Trata-se da principal moeda corrente do mercado automobilístico, um gigantesco multiplicador de negócios, com uma proporção de 3 para 1, ou seja, um novo carro vendido equivale ao triplo de vendas de usados, no mesmo período.

Se o mercado, por exemplo, absorver, neste ano, 1,5 milhões de veículos zero quilômetro, paralelamente provavelmente, serão negociados cerca de 4,5 milhões de usados.

Estima-se que 60% das vendas de veículos novos envolvam veículos usados, na base de troca. Em outras palavras, aproximadamente 1/3 do mercado de usados indiretamente, está nas mãos das empresas concessionárias.

A mercadoria veículo usado merece muita atenção e jamais deve ser relegada a um plano secundário, como acontece em muitas concessionárias.

As concessionárias não só detêm boa parte do mercado de usados, como também podem escolher a mercadoria que mais lhe convier. Elas são o princípio do ciclo multiplicador dos negócios que envolvem veículos usados.

No Brasil, existem aproximadamente 40 mil lojas de veículos usados, enquanto o número de concessionárias é cerca de 7 mil.

 

VANTAGEM COMPETITIVA DAS CONCESSIONÁRIAS

A vantagem das concessionárias de marcas, em relação aos lojistas, garagistas, boqueiros, picaretas (como são chamados os titulares das revendas multimarcas) entre outros, é imensa, porém aparentemente despercebida pela maioria das próprias concessionárias.

Em primeiro lugar, os clientes veem as concessionárias como empresas estabelecidas, especializadas no ramo e, portanto, idôneas para garantir a procedência, bem como a qualidade dos veículos usados que comercializam, independente da bandeira que representam.

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O cliente prefere a concessionária pela segurança de fazer um bom e seguro negócio, o que não se restringe ao melhor preço. Na hora de vender ou comprar um carro usado, ele deseja o atendimento perfeito sob todos os pontos de vista, desde a documentação correta e o veículo em ordem até a honestidade das pessoas e da concessionária. Para ser atendido dessa forma, o cliente aceita pagar um pouco mais do que o preço médio dos lojistas. Ou vender o seu carro, para as concessionárias, por preço inferior aos anunciados nas tabelas de referência de mercado. Em ambos os casos, o cliente imagina evitar a “dor de cabeça” no futuro.

 


Leitura recomendada (e-book e livro):

Usados Risco Zero - Como vender veículos usados sem riscos

USADOS RISCO ZERO
Como vender veículos usados sem riscos

 

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BONS NEGÓCIOS – SHOPPING CENTER DE CARROS USADOS

Várias lojas, serviços de apoio, financeiras e um enorme e
variado estoque de veículos expostos sob um mesmo teto.

Quem ainda não teve a oportunidade de visitar um desses enormes shoppings centers, que vendem exclusivamente veículos usados, não sabe a sensação inusitada que está deixando de experimentar. É no mínimo curiosa, mas vale a pena sentir, mesmo que você não esteja pensando em comprar um carro mais novo ou mais usado no momento. Mais dia menos dia, você ainda vai comprar um carro num auto shopping.

É muito raro ver um carro zero quilometro nesse ambiente, mas ainda assim, caso queira, sob encomenda qualquer um dos lojistas atenderá seu pedido. Para automóveis, comerciais leves e motocicletas novas, existe apenas um auto shopping exclusivamente para concessionárias oficiais de marcas, todas com prestação de serviços mecânicos e peças (pós-vendas) no próprio local, que fica em São Paulo, qualquer outro auto shopping é exclusivamente de veículos usados.

A proliferação desses grandes centros de comercialização de carros usados, não é mais uma tendência e, sim, uma exigência de mercado que se profissionaliza, se organiza e se consolida cada vez mais.

Essa moda começou em Belo Horizonte no final de 1994 (há quase 20 anos), com a inauguração do Shopping Portal (27 lojas/ 1.000 carros) num grande edifício de quatro andares, onde funcionava uma concessionária Volkswagen.

Em Brasília, cidade dividida por setores de atividades econômicas, já possuía o setor das concessionárias. Para concentrar a atividade de venda de veículos usados, o governo do Distrito Federal, criou e estabeleceu numa gigantesca área a Cidade do Automóvel, agrupando em várias quadras (quarteirões) uma quantidade expressiva de revendas multimarcas, um imenso auto shopping a céu aberto com vida própria.

Em São Paulo, são vários os shoppings centers de carros. O Auto Shopping Global (55 lojas/ 1.500) é um verdadeiro ícone e uma referência “global” em projeto, arquitetura e estrutura física, construída em local plano com um piso e subsolo, criado especificamente para a atividade.

O grande beneficiado é o consumidor, que tem à sua disposição em um único local, uma infinidade de opções de marcas, modelos, anos de fabricação, cores etc. Também, um leque de instituições financeiras, diferentes condições de pagamento, seguradoras, despachantes, acessórios, serviços de apoio e até lanchonetes.

Entre tantas alternativas de conforto, a que mais influência a visita e o fechamento de negócios são a segurança e confiança de comprar veículos em excelente estado de conservação e com garantia de procedência, em razão do código de ética e conduta que rege os estatutos dos auto shoppings.

A sensação inusitada que você sente é de perceber que entrou num shopping center, templo de consumo, passeou por algumas horas, comeu um lanche e curtiu olhar para um monte de automóveis exatamente iguais aos que estavam estacionados lá fora ao lado do seu carro. A diferença é que os de dentro estão incrivelmente reluzentes, com ofertas incríveis e prontos para entrega imediata. Se quiser, deixe seu carro onde está e saia com outro mais novo ou com um mais velho e o troco no bolso. Bons negócios!

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Não adianta reduzir impostos e diminuir taxas. É preciso aumentar os canais de distribuição, ampliando o relacionamento entre as revendas multimarcas e as concessionárias.

Segundo os dados da Carta da Anfavea nº 320, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, em 2012 foram licenciados 3.802.071 autoveículos novos, sem contar com motocicletas e máquinas agrícolas.

Deste total estima-se que cerca de 25%, ou seja, quase 1 milhão, tenha sido comercializado por revendas multimarcas, empresas sem vínculos com montadoras, mas com o bom relacionamento direto com as redes de concessionárias nacionais e importadas.

Também, como fruto de uma relação quase incestuosa entre as concessionárias e as revendas multimarcas, foram repassados aos lojistas (como são conhecidos os titulares das revendas multimarcas) mais de 1 milhão de veículos usados, que entraram nas concessionárias como parte de pagamento para compra de veículos novos.

FORÇA DE VENDAS COM PRESENÇA NOS
5.565 MUNICÍPIOS EXISTENTES NO BRASIL,
NATURAL E AUTÊNTICA COBERTURA NACIONAL.

As revendas multimarcas estão presentes nos 5.565 municípios existentes no Brasil, o que confere a este segmento do mercado automotivo, uma verdadeira e ampla rede de vendas com cobertura nacional, por meio de mais de 40 mil estabelecimentos. É um natural e autêntico canal de distribuição de veículos, com capilaridade nos mais extremos e longínquos rincões deste Brasil.

Esta rede nacional foi responsável não somente por uma fatia expressiva de vendas de veículos novos mas, também, pela quase totalidade (as concessionárias comercializaram pouco mais de 10%) dos veículos usados no Brasil, que em 2012 chegou a quase 9.400.000 veículos, conforme dados fornecidos pelo Denatran, números que, aliás, representam três vezes mais que o volume de negócios realizados com veículos novos.

REVENDAS MULTIMARCAS REVENDEM
VEÍCULOS NOVOS DE QUALQUER MARCA,
COM PREÇOS MENORES OU IGUAL E POSSUEM
EXCELENTE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
NO PÓS-VENDA.

Os veículos novos vendidos pelas revendas multimarcas foram adquiridos junto às concessionárias que mantêm em suas atividades comerciais, um departamento de vendas exclusivamente destinado para atender os lojistas, tanto para repassar os veículos usados quanto para venda de veículos novos. No caso específico de veículos novos, esta operação é conhecida como “mesa”, que funciona como uma bolsa de veículos, trabalhando veladamente e longe dos olhos das montadoras, mas sempre ao alcance do seu monitoramento administrativo. (Todas as montadoras conhecem a prática da atividade, mas não interferem, pois o interesse é pelo market share)

Todas as marcas e todos modelos de veículos nacionais ou importados, estão disponíveis nas “mesas” com preços especiais (sempre abaixo da tabela do preço-público-sugerido) para revendedores e, portanto, todos lojistas de revendas multimarcas podem e devem vender também veículos novos, bastando apenas ter clientes que queriam comprar ou que, simplesmente, queiram colocar em exposição em suas lojas, junto com os veículos usados.

Nada disso é novidade. Esta é uma antiga prática do mercado que funciona muito bem até hoje e deve perdurar por muito tempo, podendo até ser aperfeiçoada, o que já acontece em alguns lugares, onde lojistas estão ganhando status de subconcessionária de uma marca ou tornando-se efetivamente “concessionária” multimarcas 0km.

 NA PRÁTICA, INCLUSIVE JÁ TESTADA,
TODA BOA REVENDA DE VEÍCULOS USADOS,
PODE SER TRANSFORMADA EM UMA
“CONCESSIONÁRIA” MULTIMARCAS 0km.

Em alguns lugares, existem algumas práticas de sucesso, seja como subconcessionária de uma marca ou concessionária multimarcas 0km, que podem perfeitamente serem assimiladas e adaptadas aos padrões de cada marca ou às características de cada região, ou ainda, de acordo com as necessidades e condições de cada um (lojista e marca).

Por exemplo: Um concessionário, detentor de uma concessão para uma região que compreenda várias cidades ou bairros sob sua área de influência, poderia nomear até 10 subconcessionárias (prepostos­), colocando em demonstração um mix de veículos de sua marca e faturar (emitir nota fiscal), após a venda, diretamente para o cliente.

Os lojistas nomeados como prepostos, seriam na realidade uma espécie de filial independente da concessionária, com a anuência da montadora.

Logicamente, as equipes comerciais destas subconcessionárias seriam, teoricamente, uma extensão da concessionária, adotando e assimilando os princípios e conceitos da marca e envolvendo-se nos treinamentos de conhecimento de produtos, aplicados pela montadora.

Geralmente, os lojistas de localidades onde não há concessionárias, já atuam desta forma, sem que haja nenhum vínculo com qualquer concessionária. Simplesmente compram em alguma “mesa”, atendem os pedidos de seus clientes e prestam um bom serviço de pós-venda.

São estabelecimentos tradicionais, com recursos financeiros suficientes, cujos titulares são influentes, conhecem as pessoas de bem, são respeitados e têm a confiança da comunidade. Portanto, reúnem características profissionais para realizar de ponta a ponta toda a transação, assumindo a avaliação e compra do veículo usado, se houver, viabilizando o financiamento e fazendo a entrega explicativa do veículo novo, bem como, cuidar das revisões em garantia, buscando e encaminhando à uma concessionária da marca correspondente ao veículo, para realizar os serviços e levando o veículo de volta na casa do cliente.

PENETRAÇÃO DE MERCADO NÃO É SÓ VENDER MAIS,
É ABRIR NOVAS FRONTEIRAS DE NEGÓCIOS.

A marca que vier a adotar uma política de distribuição ampliada, utilizando as revendas multimarcas (conceito parceiro do parceiro), além de tornar-se a pioneira em chegar oficialmente em localidades pequenas e distantes, mas importantes, terá sua capacidade de vendas aumentada em 10 vezes mais, para cada concessionária plena nomeada, caso venha a nomear até 10 subconcessionárias. Pela definição das montadoras hoje existem quatro portes, ou seja, tamanhos de concessionárias, M.G.M.P, (Mega, Grande, Média e Pequena concessionária) as quais, os tamanhos, são definidos pela localização, espaço e cotas de veículos, cabendo ainda o porte “S” de subconcessionária. Há também showroom e unidades de serviço para atendimento rápido, que funcionam como um departamento adicional da concessionária, às vezes, em locais distantes.

Não há oficialmente, um preposto de alguma concessionária. Mas poderia. Não apenas um e, sim 10, o que aumentaria substancialmente o market share, projetaria a imagem e a conceituação da marca nos mais distantes pontos do país, abriria inovadoramente novas fronteiras de mercado, bastando apenas ampliar (oficialmente) o relacionamento entre revendas multimarcas e as concessionárias, sem necessidade de reduzir, de tempos em tempos, os impostos, diminuir as taxas ou cortar o crédito.

Amos Lee Harris Júnior, diretor da Universidade Automotiva.

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