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ENTREGA DE VEÍCULOS – O início de uma nova venda

entrega_AVAL Consultoria

Oportunidade imperdível para iniciar uma nova venda

 

Toda venda tem um começo, um meio e um fim. É um processo de negociação entre duas partes, sendo uma interessada em comprar e a outra, em vender.

O começo

O primeiro requisito para o negócio dar certo é as duas partes encontrarem-se e iniciar a negociação.

O meio

Numa negociação, cada parte obtém algo e cada parte renuncia igualmente alguma coisa.

O fim

A venda ou a compra deve ser um subproduto de uma negociação honesta e de um relacionamento bem-sucedido.

Em qualquer circunstância, quem vende quer receber pelo que vendeu e quem comprou quer receber o que comprou. Portanto, o melhor momento para o vendedor é o fechamento do negócio e, para o cliente, é o recebimento do produto.

No mercado de automóveis, a entrega do produto ocorre alguns ou vários dias depois da negociação. Essa espera costuma provocar uma ansiedade muito grande, pois para alguns clientes, adquirir um veículo significa a realização de um sonho, além de solucionar seus problemas de mobilidade e comodidade. O momento da entrega do veículo é o ápice da expectativa de concretização do negócio para o cliente.

Ao superar as expectativas do cliente, por ocasião da entrega, a empresa estará naturalmente conquistando outra ou até muitas outras vendas. Isso porque o cliente satisfeito torna-se formador de opinião e multiplicador de negócios. Sem contar que é muito mais barato e inteligente manter os clientes atuais do que conquistar novos. Portanto, a entrega deve ser encarada como um ritual, que envolve fatores psicológicos e procedimentos informativos técnicos.

 

Kit Pré-Entrega

O ideal seria o cliente receber o veículo no momento da compra, mesmo que de forma simbólica. Como sugestão, o cliente poderia receber um Kit Pré-Entrega, com informações de operacionalidade, características técnicas do veículo (manual do proprietário), processo de garantia, programação de revisões e sobre os programas de fidelidade. O objetivo é fazer com que o cliente sinta que adquiriu, de fato, algo substancioso, além de levar para casa materiais impressos, com informações de seu interesse.

Quando esses materiais são entregues junto com o veículo, o cliente normalmente não os lê atentamente, deixando-os no porta-luvas ou em qualquer gaveta, porque seu interesse maior, após a entrega física do veículo, é desfrutar do produto. Com o tempo, ele acaba descobrindo os detalhes operacionais e técnicos e os direitos e deveres embutidos.

Essa ação antecipada, ou seja, o Kit Pré-Entrega favorece a assimilação das informações, pois o cliente tem tempo de ler o material e levantar dúvidas, que podem ser esclarecidas durante a entrega física do veículo ou até antes, conforme o grau de curiosidade e disposição do novo proprietário.

O Kit Pré-Entrega também pode tornar-se uma ação de marketing de relacionamento muito eficaz. Basta o cliente receber no mesmo pacote, algum material institucional como, por exemplo, um folheto sobre a empresa, que ressalte sua tradição, filosofia de trabalho, grupo empresarial, serviços adicionais e os profissionais responsáveis pelo atendimento. Outro exemplo seria um folheto sobre a marca, demonstrando o que há por trás da empresa e do veículo, como a companhia global, tecnologia e perspectivas.

O Kit Pré-Entrega tem a proposta de manter aquecida a expectativa do cliente, no período entre a venda e a entrega, transformando-o em multiplicador de opinião e futuro aficionado pela marca, antes mesmo de tornar-se usuário efetivo.

Quanto à entrega física, a aplicação de um método e processo de trabalho deve garantir que a empresa cumpra todas as condições previamente combinadas com o cliente, tanto em relação ao veículo, como data e horário.

Pensando na padronização, recomenda-se que a entrega seja feita por um profissional especializado e treinado.

 

Prospectar, atender e vender

O vendedor, por sua vez, pode envolver-se com a entrega somente como participante, pois deve estar disponível, em tempo integral, para prospectar, atender e vender. Entregar o veículo é uma atividade que demanda preparação, organização, verificação, documentação e posicionamento em local apropriado, e foge, portanto, da atribuição fim do vendedor.

Ao fechar o negócio, é importante que o vendedor preencha um formulário para controle e planejamento – Planejamento de Entrega de Veículo. Nesse formulário, deverão constar as condições negociadas e os itens que compõem o veículo como, por exemplo, a colocação de acessórios, emplacamento, tapetes, combustível etc.

A data e o horário da entrega devem ser registrados no formulário Planejamento de Entrega de Veículo, quando o vendedor apresentar formalmente o entregador ao cliente e definir o agendamento, de acordo com a disponibilidade do estoque e com o interesse do cliente.

 

O entregador

Com a instituição de novos conceitos, principalmente vendas realizadas pela internet, cujo o prazo de entrega independe da empresa, é fundamental centralizar as previsões em uma única pessoa – o entregador. Por outro lado, o vendedor, poderá, por pressão da negociação, prometer ao cliente um prazo que não possa cumprir e comprometer, involuntariamente, o conceito e prestígio da empresa.

O entregador tem a responsabilidade de contatar o cliente para confirmar a data e o horário agendado, antecipar a entrega em caso de disponibilidade ou combinar uma reprogramação de agenda em virtude de algum contratempo.

 

Ambiente adequado

O local deve ser isolado do burburinho do expediente do showroom, distante da recepção de serviços e da oficina.

Decorado com bom gosto e amplo o suficiente para acolher todos os carros agendados do dia, o ambiente deve ser calmo, com música ambiente, plantas verdes, posters atualizados dos produtos, limpo, confortável e iluminado adequadamente.

 

ATENÇÃO
Entenda a importância de ter um ambiente exclusivo para entrega de veículos

Nas minhas andanças pelas concessionárias de veículos, presenciei uma situação que podemos chamar de saia justa. Apesar do amplo espaço para o estacionamento, da grande área de showroom e do belíssimo balcão de café, a entrega dos veículos era feita no mesmo ambiente da Recepção de Serviços. Naquele exato momento, um cliente acabará de chegar e narrava em belo e alto som todos os problemas ocorridos com o seu veículo e, também com o atendimento do pós-venda, ao recepcionista técnico. Ao lado, o entregador de veículos, já ruborizado, fazia a entrega técnica de um veículo a um cliente, por ironia, o veículo era do mesmo modelo e, pior, da mesma cor. Lógico que, o cliente descontente, vendo a satisfação do outro, entrou no meio da conversa e proferiu toda a sua insatisfação com o veículo, com a empresa e, principalmente, com o atendimento.

Essa situação poderia ter sido evitada, se a concessionária tivesse um ambiente exclusivo para entrega de veículos distante da Recepção de Serviços.

 

Recepção do cliente

O cliente deve ter liberdade para procurar o entregador ou o vendedor, o profissional que o receber deve avisar ou, se for o caso, encaminhá-lo ao outro. É importante demonstrar entusiasmo pela sua presença. Ofereça um café, água e o acompanhe. Tudo deve estar devidamente organizado para enaltecer a cerimônia de entrega do automóvel.

 

Explicações complementares

Caso a empresa tenha adotado o Kit Pré-Entrega, certifique-se que o cliente não tenha dúvidas sobre os benefícios e serviços adicionais do pós-venda ou explane minuciosamente cada um dos procedimentos, concluindo que tudo está sendo entendido com clareza. De forma pausada, dê tempo para perguntas ou o questione. Em seguida, complemente o processo administrativo.

 

Apresentação do Departamento de Serviços

A convite do entregador, o cliente deve conhecer o ambiente de serviços, sempre ciceroneado com as devidas explicações sobre cada uma das áreas e, principalmente, sobre a funcionalidade do programa de atendimento. Ao transitar pelas dependências, o cicerone deve sempre sorrir e cumprimentar os colegas e, quando possível, apresentar informalmente o novo cliente. Ao apresentar o Gerente de Serviços e o(os) consultor(es) técnico(s), os mesmos devem entregar seus cartões de visitas, dando-lhe boas-vindas e colocando-se à sua disposição.

 

Demonstração estática

O primeiro contato físico com o veículo é emocionante, basta perceber a feição de satisfação que o cliente transmite.

O automóvel é o brinquedo de adulto. Seja homem ou mulher, o cliente sempre parecerá uma criança na noite de Natal. Saiba capitalizar esse clima, sustentando seu entusiasmo ao proceder o walkaround da demonstração estática.

Comece pela frente, abrindo o capô e mostrando os pontos de verificação que o cliente deve observar periodicamente. Na lateral direita, aponte o local de fixação do macaco, explique como soltar e fixar as rodas, a abertura da tampa de combustível e a calibragem dos pneus. Na parte traseira, abra o porta-malas ou a tampa da caçamba, mostrando o posicionamento do estepe, ferramentas e triângulo, bem como a maneira de removê-lo e manuseá-lo. Como cada modelo tem sempre algum diferencial, lembre-se de mencioná-lo como um benefício a mais.

Na lateral esquerda, demonstre o travamento das portas, as características da chave, o alarme, entre outros itens de proteção patrimonial. Finalmente, solicite ao cliente que se acomode no banco do motorista, ensinando-o como regular o banco, o cinto de segurança, os espelhos retrovisores e como acionar os vidros das portas.

Em seguida, mostre os controles dos itens de conforto, os indicadores de funcionamento e, por último, os comandos de condutibilidade.

Este texto descreve apenas e superficialmente o roteiro de uma demonstração estática, cabendo ao entregador criar seu próprio check-list de cada produto e apresentá-lo de forma didática, com eloquência.

A Universidade Automotiva – UniAuto, disponibiliza um curso de 40 horas, via internet, com Certificado de Conclusão, sobre Demonstração Estática para Automóveis Novos (Apresentação Passo a Passo)

 

Volta de apresentação

É interessante, principalmente aos clientes muito ansiosos ou recém-habilitados, acompanhá-los para uma volta de apresentação, explicando a operacionalidade em movimento. Percorrer, no máximo, dois quilômetros e retornar à empresa.

Entrega informal

Esse momento é, definitivamente, para o cliente, o final da compra, quando a posse do bem adquirido torna-se concreta. É uma ocasião que vale a pena ser registrada fotograficamente e celebrada com a oferta de um brinde ao cliente. Para as mulheres, um arranjo de flores, um lenço de seda, um bichinho de pelúcia ou qualquer outro mimo de bom gosto e, para os homens, uma camiseta com a logomarca do carro, um boné, uma caneta ou outro brinde subliminar e, em todos os casos, no mínimo, um chaveiro com a marca da empresa.

ATENÇÃO
Muitas empresas negam-se a dar um brinde, principalmente, nos momentos de crise. Entretanto, já presenciei muitos vendedores, fazerem isso do próprio bolso. Até hoje, esses vendedores não se arrependeram do investimento, e carregam “sua carteira de clientes”, aonde forem trabalhar.

 

Completamente satisfeito

Uma semana, no máximo, após a entrega do veículo, o entregador, o vendedor ou o responsável pelo programa de qualidade ou CRM, deve entrar em contato com o cliente para verificar o grau de satisfação em relação ao veículo, se há alguma dúvida a ser esclarecida e informa-lhe da importância de preencher o questionário que receberá pelo correio brevemente.

Caso o cliente faça qualquer comentário que possa ser interpretado como insatisfação ou problema, seja qual for e por menor que seja, o interlocutor deverá prontamente tomar providências para reverter a situação positivamente.

Persuadir compradores não é, e nunca foi, a atividade básica da venda mas, sim, a busca de bons relacionamentos com clientes e, sobretudo, que sejam honestos e duradouros.

Este roteiro de entrega é um simples guia, podendo ser adaptado para a entrega de veículos mais sofisticados e, também, para veículos seminovos.

AVAL Consultoria – especializada no segmento automotivo
www.avalconsultoria.com.br

 

Universidade Automotiva – UniAuto
www.universidadeautomotiva.com.br

 

Leitura recomendada (e-book):

 

Entrega Explicativa de Automóveis

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Usados Risco Zero - Como vender veículos usados sem risco

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Como vender veículos usados sem riscos

 

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Palestra sugerida:

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CONSIGNAÇÃO DE VEÍCULOS – Ótimo para quem vende, excelente para quem revende

consignação

CONSIGNAÇÃO – Significa entregar um veículo em confiança para ser negociado

A consignação é uma maneira de comercializar veículos muito mais comum e corriqueira do que se imagina. Os volumes de transações nessas circunstâncias são enormes e não se restringem somente aos veículos usados negociados entre particulares e lojistas, mas, também, é muito usual entre as montadoras e importadoras e suas redes de concessionárias para viabilizar as vendas de carros novos.

Em qualquer situação, principalmente em tempo de crise, a consignação é um bom negócio, o qual deveria ser cada vez mais aprimorado e incorporado na cultura das empresas que revendem veículos.

 

Como ganhar dinheiro sem empatar capital

Para os lojistas multimarcas e concessionárias, consignar significa captar mercadorias para seus estoques sem necessidade de imobilizar capital de giro, ganhar uma razoável comissão pelo esforço de venda (em média 5%), receber ainda algum valor agregado se, eventualmente, vender o carro com financiamento ou, também, com seguro. Não é raro, além de todas essas possibilidades de ganho real, entrar um carro usado como base de troca, pelo qual se iniciará novamente todo esse ciclo de ganha-ganha. Também, é prática do mercado definir e combinar entre as partes um valor final para a venda do veículo e, caso o lojista apure na venda um preço superior ao estabelecido, à diferença será sua remuneração.

 

Ótimo para quem vende, excelente para quem revende

Já para o consignante, aquele que entrega o veículo para vender por meio de consignação, vale a pena vender desta forma, porque o valor a receber é muito próximo do preço final de mercado, ou seja, ganha-se entre 10 a 30% dependendo das características do carro. Para quem necessita de dinheiro imediato e para isso pretenda vender seu automóvel, consignação não é a melhor alternativa, pois é um processo que não pode ter pressa, nem desespero, porque normalmente o tempo de venda em geral, é no mínimo de 30 dias.

Consignar,  segundo o dicionário da língua portuguesa, significa entregar uma mercadoria em confiança para que seja negociada. Portanto, confiar é a chave do sucesso para a realização de bons negócios. Para que não haja nenhuma dúvida, tanto para o consignante quanto para o consignatário, é fundamental existir um contrato de venda consignada, onde cada um esteja absolutamente ciente de seus direitos e deveres.

É bom ressaltar que entre os direitos e deveres, a loja ou a concessionária, perante o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, é quem assume a responsabilidade por eventuais problemas que venham ocorrer após a venda, seja sobre panes, defeitos e vícios ocultos no veículo ou documentação e multas, mesmo que a transferência dos documentos do carro, tenha sido direta entre o vendedor e comprador, sem registro da empresa.

Ao assinar o contrato de venda consignada, é essencial fazer uma avaliação técnica sobre as condições de uso e o estado de conservação e, antes de expor o veículo no showroom, providenciar todos os reparos, substituições de peças de desgaste comum, higienização e preparação. As despesas de reparação, inclusive de lavagem e manutenção durante o período de exposição, serão pagas pelo consignante, as quais serão abatidas no acerto final das contas. É possível até combinar um valor para a estadia.

E que nada resvale para o terceiro envolvido: o comprador, que desta modalidade não leva nenhuma vantagem adicional.

Observação:
Se o consignante desistir do negócio, e retirar o veículo do estabelecimento antes do período combinado, pagará os custos dos reparos executados, das eventuais peças substituídas, da manutenção e da estadia. Obviamente, todos esses serviços previamente aprovados e constantes no contrato de consignação.

Em resumo, ninguém perde nada.
O consignante retira um veículo prontinho (garibado) para ser vendido a outra pessoa, e a loja ressarce os custos da preparação e exposição.

Tenho um modelo de Contrato de Consignação de Veículos, para que o seu advogado adeque à sua necessidade. Entre em contato via site www.avalconsultoria.com.br, e solicite o seu gratuitamente.

 

AVAL Consultoria – especializada no segmento automotivo
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Como aumentar a taxa de conversão de atendimentos em vendas

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O principal indicador de desempenho comercial de uma concessionária ou revenda multimarcas é a taxa de conversão de atendimentos em vendas efetivas.

Esse indicador é resultante de um complexo (porém fácil de operar) sistema de controle e monitoramento de várias atividades executadas pelas equipes de vendas no dia a dia.

Somente as empresas que vierem a registrar, com detalhes, a passagem dos clientes pelo showroom, poderão levantar dados, mensurar resultados, adotar medidas de ajustes em sua política de comercialização e obter sucesso.

Empresas que adotaram esse procedimento tiveram um aumento substancial de vendas, além de deter o conhecimento real das razões do não-fechamento da totalidade dos atendimentos em vendas.

A sistematização do preenchimento de uma Ficha de Contato com o Cliente, que contemple os dados simplificados de cadastro e as características essenciais da negociação realizada, é o que basta para gerar uma excepcional ferramenta de gestão comercial, desde que, efetivamente, seja realizado o registro de absolutamente todos os clientes que demonstram interesse da compra.

Clientes que apenas transitaram pelo showroom e, que, “fugiram” da abordagem do vendedor, não devem entrar na estatística da taxa de conversão mas, sim, aqueles que realizaram um test-drive, permitiram a avaliação do seu carro e/ou solicitaram uma simulação de financiamento da diferença a pagar.

A combinação dessas ações (test-drive, avaliação e simulação), define o perfil do cliente como de grande potencialidade e, portanto, alvo de atenção e esforço redobrado para fechar a venda.

Mesmo que a venda não se realize, apesar de todo empenho, ainda assim é possível “resgatar” o cliente, desde que em tempo hábil, seja analisada a razão do não-fechamento e que seja reformulada a negociação, para numa segunda tentativa, a ser feita pela “Equipe de Resgate”, o cliente seja contatado e a ele oferecida uma nova e mais atrativa proposta de negócio.

Na pior hipótese, caso não seja recuperada a venda e definitivamente seja considerada perdida, entrará para a estatística e análise das razões do não-fechamento, possibilitando a reformulação e a evolução das condições de vendas, num exercício constante de desenvolvimento de mecanismos facilitadores de vendas.

Outro grande benefício desse processo de registro da passagem de todos os clientes pelo showroom é a formação de um excelente e confiável cadastro de clientes, inclusive aqueles que não compraram, mas que já conhecem a empresa, contataram pessoalmente os vendedores, andaram nos veículos de test-drive, tomaram do nosso café e nosso tempo.

 


Leitura recomendada (e-books e livro):

 

Técnicas de Vendas e Negociações para Automóveis

TÉCNICAS DE VENDAS E NEGOCIAÇÕES PARA AUTOMÓVEIS
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Pior que perder vendas de veículos é não saber porque as perdeu


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Conheça a Universidade Automotiva – UniAuto
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Conheça a categorização dos veículos

 

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PREPARAÇÃO
A preparação dos veículos usados é também uma grande inovação. Ela baseia-se no princípio da categorização dos veículos no momento da avaliação, ao definir o tipo de preparação, classificação de garantia adicional e destino.

Há três categorias: seminovos (da marca e de outras marcas), usados multimarcas e usados de repasse.

 

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Os seminovos recebem cuidados apurados na preparação, passando por uma revisão mais criteriosa, o que inclui até a substituição eventual de componentes de desgaste. São veículos com até 50 mil quilômetros originais, três anos da data de fabricação, em perfeito estado de conservação, revisões obrigatórias realizadas e características gerais originais do modelo. Os seminovos da própria marca podem ganhar lugar de destaque no showroom dos veículos novos, desde que realmente sejam impecáveis em todos aspectos.

Os veículos da categoria usados passam por uma preparação menos detalhada, mas com revisão básica dos componentes de segurança, itens de conforto e de aparência. A classificação é fundamental na quilometragem superior a 50 mil quilômetros ou na idade acima de três anos ou, ainda, pelo estado razoável de conservação, excetuando algumas raridades.

Para ambos os casos, a preparação pode ser organizada em processo de linha de desmontagem e montagem, efetuada nas instalações da concessionária, com mão de obra própria ou terceirizada, pagando-se um valor fixo médio por categoria.

 

DICA
Com o objetivo de ganhar a credibilidade dos clientes, entregue aos compradores de veículos da categoria seminovos um Manual de Garantia e de Procedência (Certificado), emitido pela concessionária, contendo o check list da revisão, com garantia adicional de um ano, via seguradora.

 

SUGESTÃO
Nos veículos seminovos e usados, após a revisão, aplicar selos de Qualidade (adesivo), com tamanho máximo de 1 (um) centímetro quadrado, para fixa-los nos componentes substituídos, nos itens revisados e nos locais higienizados. Quando ostensivamente visíveis em vários pontos do veículo, esses adesivos tornam-se argumentos favoráveis no momento de demonstração e venda.

Os usados de repasse, destinados ao mercado de lojistas, devem ser preparados superficialmente.

 

ENTREGA
Qual o cliente mais importante e lucrativo para a concessionária?

Aquele que compra um Gol novo ou aquele que compra uma Amarok usada?

Os dois são igualmente importantes, porém o cliente da Amarok é o mais lucrativo.

Sendo assim, qual o motivo para a diferença no momento da entrega?

Geralmente, o cliente do veículo Gol novo, seguindo o exemplo – é reverenciado em ambiente festivo e climatizado, recebendo explicações sobre o funcionamento e os direitos do comprador, e sendo saudado pelos integrantes das áreas comerciais e de pós-venda. Já o cliente da Amarok usada recebe a chave de sua tão sonhada picape, em ambiente inadequado, com muita poeira ou barro, e muitas vezes sem explicações.

O contexto descrito pode indicar correlação entre o local de entrega e o tipo de utilização dos veículos citados. O Gol em clima de “festa” e a Amarok em clima “country”.

A entrega exige uma estrutura adequada tanto para os novos como para os usados (principalmente os da marca), com uma equipe de entregadores treinados e capacitados para a função, em ambiente adequado, com todos os direitos de explicações de funcionamento, saudações e até a criação de um Indicador de Satisfação Interno de usados.

Todas as sugestões de melhoria de desempenho do setor de veículos usados remetem à necessidade da concessionária repensar a estrutura organizacional, tratando a atividade, como uma Unidade de Negócios Independente, porém integrada.

 

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USADOS – Veículos sem concorrência

USADOS_VEICULOS SEM CONCORRENCIA_aval consultoria

Não há concorrência entre marcas e modelos no segmento de veículos usados.

Geralmente o cliente quer um veículo específico de determinada marca, dentro dos parâmetros do valor estimado, do ano e modelo correspondente a esse valor e a cor de sua preferência. É raro o cliente que entra numa exposição de veículos usados sem saber exatamente o que quer, ainda que, eventualmente, mude sua intenção e escolha outro modelo por mero impulso.

É interessante observar o comportamento do cliente de veículo usado, quando no momento de decisão da compra, ele opta por um carro e insiste definitivamente naquele, mesmo quando há um outro veículo idêntico, da mesma cor, ano, quilometragem, estado de conservação e preço. A escolha pode ser subjetiva, baseada apenas num detalhe, como, por exemplo, um adesivo original deixado pelo antigo dono.

Já o cliente que usa seu carro como parte do pagamento de um veículo novo, vai à concessionária ciente do valor de mercado, após pesquisar em revistas, sites e jornais especializados ou o tê-lo avaliado em outras revendas ou concessionárias.

Portanto, a habilidade do avaliador da concessionária deve garantir a compra do produto (veículo usado) pelo menor valor e, em contrapartida, a venda pelo maior preço.

Cabe a cada concessionária definir sua política de comercialização de veículos usados e a intensidade com a qual pretende dedicar-se ao segmento.

Observando as tendências de mercado, é adequado repensar e reestruturar o departamento de usados das concessionárias, como unidade de negócios independente e altamente lucrativa, inclusive, com melhores resultados que a própria atividade de vendas de veículos novos.

Repensar e reestruturar a unidade de negócios de veículos usados, significa reorientar a atividade totalmente voltada para atender aos anseios dos clientes, disponibilizando mecanismos e sistemas de atendimento tão eficazes como utilizados para veículos novos.

Concessionárias de motocicletas – Departamento de seminovas

O repensamento deve ser extensivo ao mercado de motocicletas, onde as concessionárias atuam pouco ou quase nada no negócio de seminovas. Um nicho de mercado que agrega muito valor, amplia a receita e aumenta a lucratividade.

Reestruturando as avaliações

As mais recentes experiências de reestruturação revelaram-se sucesso absoluto em diversas formas de implementação, ou seja, não há um padrão definitivo, embora a maioria das concessionárias mantenha a figura do avaliador. Nas concessionárias de maior giro e com grandes volumes de venda, os próprios vendedores de veículos novos são os responsáveis pela avaliação. Há casos em que até os manobristas (avaliadores prévios) de pátio de estacionamento fazem uma avaliação preliminar, mesmo que o cliente não se manifeste em disponibilizar o veículo para venda.

A mais inusitada situação, difícil de imaginar até um tempo atrás, é a do cliente que preenche a avaliação e estipula o valor, fazendo na realidade, uma autoavaliação por escrito, junto com o vendedor, seja de novos ou de usados, a qual conheço profundamente e será alvo de uma matéria específica, brevemente neste blog.


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BONS NEGÓCIOS – SHOPPING CENTER DE CARROS USADOS

Várias lojas, serviços de apoio, financeiras e um enorme e
variado estoque de veículos expostos sob um mesmo teto.

Quem ainda não teve a oportunidade de visitar um desses enormes shoppings centers, que vendem exclusivamente veículos usados, não sabe a sensação inusitada que está deixando de experimentar. É no mínimo curiosa, mas vale a pena sentir, mesmo que você não esteja pensando em comprar um carro mais novo ou mais usado no momento. Mais dia menos dia, você ainda vai comprar um carro num auto shopping.

É muito raro ver um carro zero quilometro nesse ambiente, mas ainda assim, caso queira, sob encomenda qualquer um dos lojistas atenderá seu pedido. Para automóveis, comerciais leves e motocicletas novas, existe apenas um auto shopping exclusivamente para concessionárias oficiais de marcas, todas com prestação de serviços mecânicos e peças (pós-vendas) no próprio local, que fica em São Paulo, qualquer outro auto shopping é exclusivamente de veículos usados.

A proliferação desses grandes centros de comercialização de carros usados, não é mais uma tendência e, sim, uma exigência de mercado que se profissionaliza, se organiza e se consolida cada vez mais.

Essa moda começou em Belo Horizonte no final de 1994 (há quase 20 anos), com a inauguração do Shopping Portal (27 lojas/ 1.000 carros) num grande edifício de quatro andares, onde funcionava uma concessionária Volkswagen.

Em Brasília, cidade dividida por setores de atividades econômicas, já possuía o setor das concessionárias. Para concentrar a atividade de venda de veículos usados, o governo do Distrito Federal, criou e estabeleceu numa gigantesca área a Cidade do Automóvel, agrupando em várias quadras (quarteirões) uma quantidade expressiva de revendas multimarcas, um imenso auto shopping a céu aberto com vida própria.

Em São Paulo, são vários os shoppings centers de carros. O Auto Shopping Global (55 lojas/ 1.500) é um verdadeiro ícone e uma referência “global” em projeto, arquitetura e estrutura física, construída em local plano com um piso e subsolo, criado especificamente para a atividade.

O grande beneficiado é o consumidor, que tem à sua disposição em um único local, uma infinidade de opções de marcas, modelos, anos de fabricação, cores etc. Também, um leque de instituições financeiras, diferentes condições de pagamento, seguradoras, despachantes, acessórios, serviços de apoio e até lanchonetes.

Entre tantas alternativas de conforto, a que mais influência a visita e o fechamento de negócios são a segurança e confiança de comprar veículos em excelente estado de conservação e com garantia de procedência, em razão do código de ética e conduta que rege os estatutos dos auto shoppings.

A sensação inusitada que você sente é de perceber que entrou num shopping center, templo de consumo, passeou por algumas horas, comeu um lanche e curtiu olhar para um monte de automóveis exatamente iguais aos que estavam estacionados lá fora ao lado do seu carro. A diferença é que os de dentro estão incrivelmente reluzentes, com ofertas incríveis e prontos para entrega imediata. Se quiser, deixe seu carro onde está e saia com outro mais novo ou com um mais velho e o troco no bolso. Bons negócios!

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Blog do Amos Lee

A data de lançamento deste Blog é pura coincidência com o mesmo dia do meu aniversário.

Refleti muito sobre vários assuntos nestes últimos sessenta e três anos, também venho dando muita opinião desde mil novecentos e cinquenta. Só que ninguém se lembra e não sei se alguém sabe. Não me importa, nem me chateia.

Sei que influenciei muita gente, ajudei a formar o caráter e a forjar a personalidade de muitas pessoas. Não sei quem. Meus filhos com certeza que sim.

As vezes encontro pessoas que me dizem que servi de referência e de inspiração. Fico feliz em ser útil do jeito que vim ao mundo.

E, esta é a razão para fazer este blog. Vou continuar refletindo e dando opinião sobre vários assuntos, principalmente os relacionados ao setor automotivo, o qual desde que me conheço por gente, me identifico. Só que agora com esta ferramenta, pessoas que nem imagino onde estão ou quem são, saberão o que penso.

Se é para fazer o bem sem ver a quem, eu faço.

Amos Lee

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